Portugal social
Perante o inevitável aumento da competição entre as economias dos países em geral e o elevado grau de integração dos diversos mercados, o nosso país está confrontado com o enorme desafio de ser competitivo internacionalmente.
Este, é já no presente, um aspecto determinante para a criação de mais riqueza no país e por conseguinte, para a criação de mais bem-estar entre todos nós.
Na sexta-feira (28 de Novembro), o jornal "Público" antecipou o prefácio de um livro de discursos do Presidente da República, a ser editado em breve.
Desse prefácio destaco, entre outros aspectos:
i) o da importância da "inovação" enquanto factor de competitividade a nível internacional;
ii) o da necessidade de incorporar nos nossos comportamentos, o valor da mudança, já que o Mundo mudou, e não irá parar de mudar.
Contudo, um outro aspecto se revelou para mim, no mínimo curioso, e que passo a citar:
"As comparações internacionais conduzidas na perspectiva [da taxa de incidência de pobreza antes de transferências sociais] não deixam de revelar que alguns países europeus, conhecidos por terem níveis de pobreza baixos, apresentam taxas de pobreza antes de transferências sociais semelhantes às nossas".
Ora, esta constatação leva a que, não se possa negligenciar o papel do Estado "enquanto instrumento de coesão social". Este aspecto adquire grande importância no processo de desenvolvimento económico, uma vez que perante o volume e a profundidade das reformas a realizar, será necessário manter um elevado grau de coesão social, a fim de que a previsivel instabilidade social, daí resultante, não venha criar bloqueios à implementação e concretização daquelas reformas.
Assim, entre outros, o papel instrumental das políticas sociais, também será o de minimizar os efeitos inibidores das referidas mudanças.

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