Domingo, Novembro 30, 2003

Portugal social

Perante o inevitável aumento da competição entre as economias dos paí­ses em geral e o elevado grau de integração dos diversos mercados, o nosso país está confrontado com o enorme desafio de ser competitivo internacionalmente.
Este, é já no presente, um aspecto determinante para a criação de mais riqueza no país e por conseguinte, para a criação de mais bem-estar entre todos nós.

Na sexta-feira (28 de Novembro), o jornal "Público" antecipou o prefácio de um livro de discursos do Presidente da República, a ser editado em breve.
Desse prefácio destaco, entre outros aspectos:

i) o da importância da "inovação" enquanto factor de competitividade a ní­vel internacional;

ii) o da necessidade de incorporar nos nossos comportamentos, o valor da mudança, já que o Mundo mudou, e não irá parar de mudar.

Contudo, um outro aspecto se revelou para mim, no mí­nimo curioso, e que passo a citar:

"As comparações internacionais conduzidas na perspectiva [da taxa de incidência de pobreza antes de transferências sociais] não deixam de revelar que alguns paí­ses europeus, conhecidos por terem níveis de pobreza baixos, apresentam taxas de pobreza antes de transferências sociais semelhantes às nossas".

Ora, esta constatação leva a que, não se possa negligenciar o papel do Estado "enquanto instrumento de coesão social". Este aspecto adquire grande importância no processo de desenvolvimento económico, uma vez que perante o volume e a profundidade das reformas a realizar, será necessário manter um elevado grau de coesão social, a fim de que a previsivel instabilidade social, daí resultante, não venha criar bloqueios à implementação e concretização daquelas reformas.

Assim, entre outros, o papel instrumental das polí­ticas sociais, também será o de minimizar os efeitos inibidores das referidas mudanças.